Pessoal, estou de blogger novo. Por favor atualizem os links !!!!!!!!!!
Passem lá e comentem ok?
www.tvdecachorro.blogspot.com
Escrito por Will às 20h48
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Cortinas

Velhas e pesadas. Vejo o sol filtrado em pequeninos raios empoeirados, que passam pelos buracos que o tempo se encarregou de tecer. A sala parece mais fria, apesar do tom terra que o conjunto de luzes e poeira lhe imprime. Velhas e pesadas. As cortinas de veludo antigo parecem resistir – mas a que preço?- ao tempo que nem mesmo a capacidade de cura foi capaz. Velhas e pesadas...
A Trupe de Quinta:
Cris - Nati - Rafinha - Ricardo - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 12h06
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Sexo Nonsense

Sexo sem sentido, sem pudor, sem medo e sem culpa: de se apaixonar, do amor, do prazer e da verdade.
Por que se pode sim, e não é nada ridículo, apaixonar-se uma vez por semana por uma pessoa diferente, ou de diferentes formas pela mesma pessoa. E ambas são boas. O que importa, e o que ninguém debaixo deste céu de meu Deus pode: é julgar as verdades e a cores contidas nos sentimentos. Não há um único ser vivo ou morto (também nenhum semi-vivo) capaz de mensurar uma alma.
Apaixone-se uma vez por semana, ou por dia, se ocorrer! Mas apaixone-se verdadeiramente, perdidamente, sem medo nem pudores medievais. E viva tudo, assim de uma vez mesmo! Ser feliz ainda é de graça, não tem manual de instruções e nem caixa com prazo de validade. Pode ser para sempre, durar um dia inteiro ou esvair-se num segundo. No fim é isso: o sentido é ser verdadeiro e prazeroso. É ter a tua verdade! Acho que a cada dia tenho sido mais assim, dessa forma.
E eu estou muito feliz!
A Trupe de Quinta está com cara nova: Bem-vindos!
Cris - Nati - Rafinha - Ricardo - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 23h28
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Dor

E essa dor que grita e sangra, feito vulcão em atividade, mas não mancha ou deixa cicatriz de espécie alguma? Tenho uma espada na garganta e sal no estômago, o que talvez explique porque não sou passível de compreensão. Ando tão inconstante, que sinto que um sopro me leva do céu ao inferno, num tempo insignificantemente microscópico e por lá permaneço, sem possibilidade de salvação ou resgate imediato, ou mesmo intermediário... Chego a pensar que não me entendem, mesmo quando estou tão revelado e limpo, recém lavado de chuva e xampu de camomila.
Por que esta sensação nunca me abandona? E este vazio que vem até mesmo em momentos que estou tão pleno e convencido... Realizado? Qual o porquê de desligar os sentidos e pensamentos, quando acho estar ainda ideal e receptivo? Isso traz a solidão, mesmo acompanhado, e dormir não alivia o peso contido em minhas pálpebras. Por vezes, chego a sentir que um colo silencioso poderia salvar um reino que não se sustenta em pernas fortes e um sorriso assume feitio de remédio, ou de oração.
Sou estranho. Às vezes não tenho um átimo de compreensão própria e em outras me sinto pleno. Cheio de uma percepção entremeada de radicais sutilezas... Mas nunca entendido!
Para que serve mesmo ser entendido, ou entender-se? Por que esta necessidade de ser visto em última instância de existência? Não preciso ser conhecido e tão pouco servir de adorno ou santo de oratório. Ser visto é neste caso, especificamente, ser entendido e revelado: É romper com esta máscara transparente que se fez em mim, involuntariamente.
Escrito por Will às 23h35
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Descoberta do Paraíso

Descobrir o Paraíso é quando, tendo apenas uma bala, seu irmão mais novo a pede e você dá... Depois ficar observando seus olhos brilharem e aquele cantinho da boca ainda melado de chocolate, entremeado de um sorriso...
A Trupe de Quinta:
Sem o Kid... Mas quando quiser, voltamos a dividir o chocolate com você amigo!
Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 14h16
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Guarda-Chuva
Uma gota... Mais uma... Prenúncio de uma lavagem não planejada e que no fundo não mais teria sentido ou causa de ser, de vir... Resolveu então que sairia de casa agasalhada, que tiraria as botas de chuva do porão e usaria o guarda-chuva vermelho novamente. Precisava precaver-se contra a lavagem que não tem sentido, nem limparia seu corpo dos olhares oblíquos e inquisidores. Ao contrário: poderia apenas encharcar o colarinho de sua camisa de cambraia, tão linear e branca. Já nem mais se lembrava de quando precisou do abrigo. Alguns anos? Não sabia contar o tempo com exatidão, mas era longo, denso mesmo. Na verdade essa sensação de precisar abrigar-se era até agradável. Guardar-se era algo esporádico, assim como comer melancia vermelha e suculenta. Pegou-o e então saiu de casa: nariz aquilino e queixo nórdico. Estava salva, ao menos por essa noite.
♫ Rain – Madonna
Rain Feel it on my finger tips Hear it on my window pane Your love is coming down like
Rain Wash away my sorrow Take away my pain Your love's coming down like rain
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 00h11
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O porquê do choro
Choro porque não caibo em meus limites. Cresço tanto, que minha pele fica demasiadamente pequena pra conter o que sou e o que vem impetuosamente, e então entorno pelos olhos até ficar pequeno e aconchegado novamente. Crescer tanto, neste momento, é meu paradoxo, porque cresço, mas não evoluo. Cresço somente para transbordar, e voltar a ficar pequeno, silencioso e perfeito. Queria ficar assim, perfeito sempre: sem fermento ou luxação. Mas não é decisão de minha soberania, nem mesmo um pedido deferido - não me é dado escolher. Simplesmente vou sem saber, sem escolher e aconteço. Aconteço sem ter idéia, sem querer e cresço. Transbordo e preencho tudo de mim mesmo, de meu sentir... Sentir imperfeito esse, que tenho que perder o que é de mim para caber novamente nos meus limites, que são perfeitos. Perfeitos sim! Imperfeito é o sentir que o ultrapassa, violenta e exagera o ser. Ser eu. Ser por apenas existir, e por isso mesmo, já perfeito. Perfeitamente delimitado. Não mais nem menos do que deveria ser. Não se pode escolher ou prever transbordar, acontece e tem motivo certo: voltar aos limites perfeitos. Perfeitamente delimitado: Voltar a Ser Eu.
Escrito por Will às 13h40
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“Human”
Então é assim Ser Humano? E os fogos de artifícios? E os sinos retinentes? E as questões fundamentais? E... E o que mais mesmo é necessário para se fazer um homem? Simples deveria ser uma apólice de seguro de vida! O porquê dessa toalha molhada em cima da cama não se sabe, e nem acredito que irá fazer diferença para a temperatura do quarto, que é ambientado. Sei que faz calor, mas os cobertores são tão necessários quanto o chinelo de acordar, aquele que fica aos pés da cama. Algumas borboletas voaram pela janela. Você viu? Suas asas pareciam como pedaços de papel - brilhantes e vacilantes - levados pelo vento: tanto que achei que elas seriam pegas em redemoinho multicor. Mas me espanto com a força que tem o desabrochar das roseiras, lá fora, que crescem como se fossem alcançar a verdade escondida no próximo centímetro de caule. Elas não sabem que também há abismos de verdades e incertezas, no azul que fica acima, e não será fácil transcender a dor... Por que se tem de transcender? Já me acostumava com a idéia de Ser Humano tão simplesmente, simplesmente complicado, e com a agradável sensação de brisa passageira... Traçar rumos antes de sair de casa não mais me atrai: A incerteza do rumo aleatório, do cheiro desconhecido e do gosto que às vezes agride o paladar refinado, parece tão boa... Sentir é perfeito e encerra em si mesmo todo o significado. Não há mais nada para entender após, e basta viver a verdade que se apresenta no momento. Simples, colorido e vivo, como as borboletas que voaram.
Escrito por Will às 14h33
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“Viver é uma espécie de loucura que a morte faz.” (?)
Clarice Lispector
Sempre escrevo aqui tentando passar as coisas da forma que as sinto, o que para mim é mais fácil... Mas relendo o livro "Um sopro de vida", da Clarice Lispector, me deparei com a frase acima, que me fez para de ler na hora, pensar e ter vontade de “escrever sobre”.
Será realmente que a vida não é algo senão um lampejo da morte? Seria então o natural estar morto e a vida uma loucura deliciosamente curta? Não sei e duvido que alguém possa doutorar neste sentido. A morte tem sido motivo de horror e quase que assunto proibido pela maioria dos povos, raças, sociedades e indivíduos. Também concordo que não é tema para mesa de bar ou para antes do chá das cinco, mas acho que deveria ser motivo de libertação: Libertação das pequenas infelicidades, dos pequenos pré-conceitos, das grandes frustrações, dos meios-termos, das questões fundamentais – que nada fundamentam – e da intolerância generalizada.
Por que ser infeliz por uma torneira gotejante ou por uma moqueca salgada? O sentido da vida, eu acredito, ser o que você queira e não é também mais que um lampejo (um tempo dentro de um tempo infinitesimal?). Queria ser capaz de pôr isto em prática: Viver somente o que me convém, lembrar da morte e ser vibrantemente vivo e inconseqüentemente feliz!
Ainda não cheguei lá, mas tenho evoluído. Um dia alcanço o ápice de Ser Humano.
Os Loucos da Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 02h10
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O Muro

Quando tento olhar além, me vem sempre a imagem que há muito me espanta! Uma imagem ou seria um sentido? Somente sei que não esqueço a cor marrom avermelhada que delimita minha respiração ofegante e meus tépidos passos. Queria a certeza vertical de um alpinista neste momento em que tanto pareço com um avestruz: sem graça, que não voa, nem pula e limita-se a por ovos. Sei que a gravidade é imperativa e senhora caprichosa que nunca esquece seus afazeres, por mais que sejam.
Tento ser um forte e içar por cabos de aço, invisíveis. Sim. Eu os tenho porque os sinto. Dizem que a força da imaginação opera o impossível, então eu tento, e venho, e olho, e toco, e sinto, e pulo... E penso em parar! Mas num instante sinto que há uma força motriz que ergue meus pés e aguça todos os meus sentidos e sussurra em meus ouvidos, quase que imperceptivelmente: A vida sempre acha um jeito de ser...
Então, novamente olho e procuro, e tento, e acho! Dar a volta poder ser mais perto que algumas centenas de quadrados avermelhados enfileirados!
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 19h38
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O teu cabelo não nega...

Sua roupa meticulosamente planejada e seus lábios naturalmente bem desenhados, contrastavam com o cabelo cor de cobre, dando-lhe um ar plastificado, quase uma máscara. Mas no fundo não era essa sua intenção: ter uma máscara isolante e incolor?
Tudo havia se tornado tão artificial que lhe parecia, às vezes, que andava em areia fofa e branca em plena metrópole. O chão não era natural e as árvores floresciam em pleno inverno. Que sabor novo era esse no ar? Nunca havia respirado este gosto de flores de inverno. Agradava-lhe esta novidade tátil de vidro novo e de creme desconhecido. Andava já há algum tempo, sem parar, e o calor de suas pernas começava a evaporar o ar frio que as envolvia. Esse vapor também era novo e sutil e podia jurar que quase agradável... Na verdade era quente, inebriante e pungente: Como nunca antes vira. Permitiu-se enfim. A vida é urgente!
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 23h44
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Tenho me sentido como a perder a validade. Por vezes sinto que o tempo está quase que um líquido espesso, uma forma estranha de plasma ou gosma. Sinto-me tão raso que chego a pensar que sou pires, desses baratos e escuros. Queria saber o motivo disso, dessa sensação de não ser, de não tocar e ainda assim sentir, sentir desconfortavelmente.
Como disse? Acho que você se enganou! Eu não preciso de mais chá de maçã. Quem sabe eu não aceito um chocolate? É que tem feito frio estas noites... Mas posso pedir um tempo antes do chá? Não saí de casa, porque estava frio, como havia lhe dito. Você tem chocolate nos bolsos? Que pena... Acho que minha fome passou. Ela não era tão imensa assim, como eu pensava. Mas quem sabe ainda possamos dividir aquele minuto que tínhamos encontrado perdido num pequeno guardanapo? Sim. Aquele mesmo, pequeno, com letras azuis. Ou eram verdes? Não consigo lembrar direito e acho que isso se deve também ao frio de que falei. Estranho! Está parecendo que aumentou e gradativamente fica maior... Tenho medo somente que ele fique imenso, imensurável. É que não sei se tenho cobertor suficiente e o chocolate que você tem basta? Descobriremos então...
Escrito por Will às 00h20
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Agora que esse namoro terminou...
Que faço com este espaço imenso que tenho em minha sala? Tenho uma poltrona de três lugares, mas meu computador só precisa de uma senha. Será que minha cama ficou mais larga ou apenas eu não sabia dormir direito neste colchão? Tento não lembrar da fronha cor de pêssego e do cheiro de maracujá... Agora, entendo perfeitamente o sentido de ter lençóis limpos e talvez seja tarde! Queria poder dizer isso pra você, mas minha voz ficou rouca... E esses cavalos selvagens que teimam em prender no meu curral? Não. Eles não me pertencem, e eu quero achar o dono para poder entregá-los e me livrar deste movimento incessante. Sinto uma dor aguda na garganta: prenúncio de um choro que tenho tentado conter com a força de minhas palavras... Inútil! Tenho pensado se não seria melhor esvaziar os tonéis que ficam no quintal, cheios até a borda... É que pode chover novamente.
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 12h15
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Esforço-me por achar uma forma correta de andar. Sentir não é mesmo meu ponto mais forte... E esta chuva fina e insistente que teima em irritar meus olhos? Tento correr, mas minha rua é circular e me vejo novamente em frente à casa amarela que encerra meus desejos. Sinto-me desconhecido e meu som parece muito com acordes entremeados de ruídos gotejantes. Talvez o que eu queira dizer não sejam palavras... É possível dizer com não-palavras? Paro para olhar a cor azulada com um fundo negro que somente esta noite parecia capaz de revelar, e me surpreendo com uma luz que se faz perceber além da próxima esquina. Redenção? Mas o frio que vem por todos os lados, entupindo meus poros e arrepiando todo meu corpo, me faz lembrar da casa amarela! Mas uma vez a chuva fina... Será que já é inverno? Retomo o andar que agora deveria ser o motivo de toda a minha atenção... Um choro breve.
Escrito por Will às 17h19
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Cobras & Lagartos

Cobras & Lagartos são, em sua grande maioria, os que governam o Brasil. Esses répteis de língua sibilante e olhos soturnos!
Temo que por causa dos dirigentes, sejamos conhecidos no futuro como a “República Federativa dos Bananas”. E não me refiro a fruta não, que nada tem com os disparates que são cometidos por eles. Infelizmente falo da grande parcela da população, que fez um acordo tácito com a mediocridade... Acordemos!
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 19h24
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