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O CACHORRO
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TV DE CACHORRO
 


LA DIVA

Tenho este CD há algum tempo, mas não o ouvia muito, apesar de ser apaixonado pela Montserrat. Cai na besteira (hoje tou meio sentimental) de colocá-lo... Só não chorei pq o local não permitia. (risos).

Quem puder, ouça as músicas "Like a dream" e "Ich lebe mein leben" (além das tradicionais e indescritíveis "How can I go on" e "Barcelona"). Esta é sem dúvida nenhuma a última grade Diva do "Belo Canto". Voz mais cristalina e bela: IMPOSSÌVEL!

PS.: Se tiver meio pra baixo não ouve não! Ela derruba mesmo! (eh, eh, eh...)!



Escrito por Will às 23h05
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Palavrinha que sempre chamou minha atenção e me incomodou:

 

PRECONCEITO

 

Tinha sentido a dor cortante e o calor que não queima, mas machuca  mais que a carne: ela quebra ossos!

Era uma vontade imensa de chorar e uma revolta incontida (consigo mesma talvez) que não cabia no peito e nos olhos. Uma dor que transbordava e secava trazendo ressequidão porque era seca e árida desde que surgia. Logo ela que sempre fora exemplo, a calma e a doçura. Silêncio. Seu peso era imenso e insuportavelmente dolorido.

“Crioula”. Ela não era crioula: Era negra. Era isso sim, negra. O que a incomodava não era a alusão a sua raça, mas o pejorativo infame que vinha com o termo. Sua grande ousadia: esntar junto de pessoas de sangue nobre. Como se todos eles não fossem vermelhos iguais ao seu.

Nunca lhe passara pela cabeça que a vida longe dos muros em que viveu fosse tão cruel e burra. Conduzia-se com tíbios passos ao local que era seu, que era refúgio e calor: seu quarto. Alí podia sonhar com dias mais ternos e eficientes e com sangue mais vermelho. Ela não era crioula: Era negra! 

Veja o que minha trupe anda pensando sobre Preconceito:

        



Escrito por Will às 15h46
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POSSE

 

Qualquer um que a via, adivinhava um esforço estóico em atingir algo que ela mesma classificava como moral. Moral era sua verdade. Apenas isto! Nunca lhe passou que a verdade era algo que pudesse existir fora de si mesma. Era quase filosófico, mas talvez além de suas próprias capacidades.  Se sabia disto, preferia não pensar. Pensar sempre fora o grande problema. Sabia tudo muito bem até questionar o que sabia, quando então o que lhe sobrava eram apenas dúvidas e incertezas. Quase tudo podia ser contestado e posto a prova. O resultado? Não sabia. Nunca levou até às últimas consequências suas dúvidas-que-derrubavam a verdade. A sua verdade!

Mas considerava-se Feliz. Tinha a felicidade, aquela pequena, mas verdadeira em seu equívoco, que só os que ignoram conseguem. No fundo, bem lá dentro nas caixas arquivadas e empoiradas da memória, sabia que sua felicidade era apenas isto: o conhecimento pleno de uma parte pequena do todo, um conhecimento parcial. Mas era sua  essa felicidade e ninguém mais poderia tê-la. Seu tesouro.



Escrito por Will às 13h57
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