O Muro

Quando tento olhar além, me vem sempre a imagem que há muito me espanta! Uma imagem ou seria um sentido? Somente sei que não esqueço a cor marrom avermelhada que delimita minha respiração ofegante e meus tépidos passos. Queria a certeza vertical de um alpinista neste momento em que tanto pareço com um avestruz: sem graça, que não voa, nem pula e limita-se a por ovos. Sei que a gravidade é imperativa e senhora caprichosa que nunca esquece seus afazeres, por mais que sejam.
Tento ser um forte e içar por cabos de aço, invisíveis. Sim. Eu os tenho porque os sinto. Dizem que a força da imaginação opera o impossível, então eu tento, e venho, e olho, e toco, e sinto, e pulo... E penso em parar! Mas num instante sinto que há uma força motriz que ergue meus pés e aguça todos os meus sentidos e sussurra em meus ouvidos, quase que imperceptivelmente: A vida sempre acha um jeito de ser...
Então, novamente olho e procuro, e tento, e acho! Dar a volta poder ser mais perto que algumas centenas de quadrados avermelhados enfileirados!
A Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 19h38
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