“Viver é uma espécie de loucura que a morte faz.” (?)
Clarice Lispector
Sempre escrevo aqui tentando passar as coisas da forma que as sinto, o que para mim é mais fácil... Mas relendo o livro "Um sopro de vida", da Clarice Lispector, me deparei com a frase acima, que me fez para de ler na hora, pensar e ter vontade de “escrever sobre”.
Será realmente que a vida não é algo senão um lampejo da morte? Seria então o natural estar morto e a vida uma loucura deliciosamente curta? Não sei e duvido que alguém possa doutorar neste sentido. A morte tem sido motivo de horror e quase que assunto proibido pela maioria dos povos, raças, sociedades e indivíduos. Também concordo que não é tema para mesa de bar ou para antes do chá das cinco, mas acho que deveria ser motivo de libertação: Libertação das pequenas infelicidades, dos pequenos pré-conceitos, das grandes frustrações, dos meios-termos, das questões fundamentais – que nada fundamentam – e da intolerância generalizada.
Por que ser infeliz por uma torneira gotejante ou por uma moqueca salgada? O sentido da vida, eu acredito, ser o que você queira e não é também mais que um lampejo (um tempo dentro de um tempo infinitesimal?). Queria ser capaz de pôr isto em prática: Viver somente o que me convém, lembrar da morte e ser vibrantemente vivo e inconseqüentemente feliz!
Ainda não cheguei lá, mas tenho evoluído. Um dia alcanço o ápice de Ser Humano.
Os Loucos da Trupe de Quinta :
Kidult - Nati - Rafinha - Sidnei - Theo - Wilker
Escrito por Will às 02h10
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